Trump nomeia duas mulheres para seu futuro gabinete

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    Trump e Betsy DeVos: DeVos é uma fervorosa defensora das "charter schools", escolas que recebem recursos oficiais, mas são administradas como empresas privadas (Mike Segar/Reuters)

    O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, designou nesta quarta-feira duas mulheres para seu futuro gabinete, em uma tentativa de injetar diversidade à equipe com a qual governará a partir de 20 de janeiro.

    A governadora pela Carolina do Sul, Nikki Haley, uma estrela em ascensão da ala mais conservadora do Partido Republicano, será a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, informou ao longo do dia a equipe do futuro chefe da Casa Branca.

    A bilionária Betsy DeVos será secretária de Educação. DeVos é uma fervorosa defensora das “charter schools”, escolas que recebem recursos oficiais, mas são administradas como empresas privadas.

    Haley e DeVos tornaram-se, assim, as primeiras mulheres a integrar o gabinete de Trump. A nomeação das duas ainda terá que ser aprovada pelo Senado.

    Estrela ascendente

    No caso de Haley, seu cargo tem status ministerial e sua nomeação não depende do secretário de Estado, posto para o qual Trump ainda não tomou uma decisão.

    Aos 44 anos e filha de imigrantes indianos, Haley é considerada uma personalidade em ascensão na ala ultraconservadora do Partido Republicano.

    Em nota, manifestou sentir-se “honrada” pela proposta de Trump de representar seu país na ONU, apesar de ter sido severamente criticada durante a campanha eleitoral.

    Em fevereiro, Haley chegou a comentar que Trump representava “tudo o que um governador não quer em um presidente”.

    No entanto, na nota oficial sobre o anúncio a equipe de Trump não poupou elogios.

    “A governadora Haley é uma das autoridades mais universalmente respeitadas no nosso país. Será uma grande líder para nos representar na cena mundial”, destacou a nota.

    Haley – cujo nome completo é Nimrata Nikki Randhawa – é filha de um casal sikh que se radicou nos Estados Unidos e abriu uma modesta loja de roupas.

    Seu nome ficou conhecido em 2010, quando a ex-candidata à vice-presidência Sarah Palin a apoiou em sua campanha para o governo da Carolina do Sul.

    A ajuda de Palin foi interpretada como um gesto para atrair figuras femininas no âmbito do chamado Tea Party, a facção ultraconservadora do Partido Republicano.

    Gabinete em formação

    DeVos, ao contrário, tem uma longa relação com o Partido Republicano. Sua família está relacionada com a empresa Amway e ela mesma foi dirigente do partido em Michigan.

    Aos 58 anos, é vista como uma defensora da educação privada. A Fundação DeVos afirma que se dedica a “romper as barreiras às opções na educação”.

    Ela é irmã de Erik Prince, o fundador da empresa de segurança Blackwater, que conseguiu contratos bilionários durante a invasão ao Iraque e terminou envolta em um escândalo pelo massacre de civis em 2007 naquele país.

    Trump voltou a usar o Twitter para antecipar seus planos de governo na noite de terça-feira.

    Em um post, o presidente eleito escreveu que “considerava seriamente” o médico ultraconservador Ben Carson, seu ex-adversário nas prévias republicanas, para o cargo de Habitação e Urbanismo.

    “Cheguei a conhecê-lo muito bem. É uma pessoa talentosa que sente amor pelas pessoas”, escreveu o magnata do setor imobiliário.

    Até o momento, Trump nomeou o senador Jeff Sessions como futuro secretário de Justiça e procurador-geral, Mike Pompeo, como chefe da CIA e Reince Priebus como seu chefe de gabinete.

    Além disso, nomeou o general reformado Mike Flynn como assessor sobre a segurança nacional e o editor Steve Bannon como seu chefe de estratégia.

    Fonte: Exame

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