Apesar de ser bastante comum, há muita desinformação sobre a condição
“A condição é a segunda doença hereditária mais incidente no mundo, atrás apenas da síndrome de Down. Apesar de ser relativamente comum, a maioria das pessoas nunca ouviu falar em Doença Falciforme”, alerta Dra. Marimilia Pita, médica hematologista-pediátrica do Hospital Samaritano de São Paulo e fundadora do projeto Lua Vermelha, que visa trazer visibilidade à luta dos pacientes com a doença, além de disseminar informação técnica de boa qualidade sobre o assunto, através das mídias sociais.
A especialista explica que a DF é genética, portanto, crônica. Alguns pacientes têm menor grau de complicações da doença, enquanto outros apresentam crises mais severas e frequentes, especialmente as crises de dor, que são bastante debilitantes, exigindo internação hospitalar. “Devido a isso, a Doença Falciforme merece atenção especial, para que esses pacientes sejam cuidados apropriadamente, além de respeitados, principalmente ao sofrerem as crises dolorosas, que são extenuantes”.
A DF é uma doença sistêmica, tal qual o Diabetes, que atinge diversos órgãos. Além disso, a doença tem um grande impacto sociocultural. Mundialmente, a condição é mais prevalente na raça negra, mas devido à intensa miscigenação existente no Brasil, pode ser observada também em pessoas de outras etnias.
Diante deste cenário, a médica reforça a importância da ampla conscientização sobre o tema para que seja possível reduzir o estigma da doença e combater o preconceito sofrido pelos pacientes. “É importante que a população tenha mais conhecimento sobre o assunto, pois apenas assim conseguiremos incluir esses pacientes socialmente, melhorando, consequentemente, sua qualidade de vida”, afirma Dra. Marimilia.














