De acordo com a nota, em seu primeiro mês, Todos pela Saúde compra 90 milhões de EPIs, encomenda 20 milhões de máscaras de pano e instala gabinetes de crise em todo o Brasil
também atua para ampliar capacidade de testagem para covid-19 e recebe apoio de outras empresas e pessoas físicas.
“Estamos orgulhosos do que realizamos até aqui. Temos contribuído não apenas com recursos financeiros, mas também com nossa capacidade de gestão, tecnologia e logística, que são altamente demandadas em uma operação complexa e de abrangência nacional como esta”, afirma Claudia Politanski, vice-presidente do Itaú Unibanco. “Temos absoluta consciência da gravidade da situação e seguiremos trabalhando com determinação e foco para ajudar o Brasil e os brasileiros.”
Os recursos aportados no Todos pela Saúde são administrados por um grupo de especialistas liderado pelo médico Paulo Chapchap, doutor em clínica cirúrgica pela Universidade de São Paulo e diretor-geral do Hospital Sírio Libanês. Esta equipe define as ações a serem financiadas, de forma que as decisões estratégicas sejam respaldadas por premissas técnicas e científicas.
Além de Chapchap, integram o grupo o médico, cientista e escritor Drauzio Varella, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto, o ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS) Maurício Ceschin, o consultor do Conselho dos Secretários de Saúde (CONASS) Eugênio Vilaça Mendes, o presidente do Hospital Albert Einstein, Sidney Klajner, e o presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Pedro Barbosa.
“Estabelecemos algumas prioridades neste primeiro mês de operação do Todos pela Saúde: instalar gabinetes de crise em todos os Estados brasileiros, além do Distrito Federal, de modo a organizar o combate à doença; distribuir equipamentos de proteção para profissionais de saúde; e fazer uma ampla campanha de comunicação para incentivar o uso de máscaras por toda a população”, afirma Paulo Chapchap.
As principais realizações do projeto nesse período foram:
* Criação de Gabinetes de Crise em todos os Estados brasileiros e no DF.
* Compra de 90 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs) para profissionais de saúde que atuam no
SUS.
* Compra de 20 ventiladores.
* Lançamento da campanha de conscientização Máscara Salva.
* Encomenda de 20 milhões de máscaras de pano e distribuição de 5 milhões para a população em geral, idosos que
vivem em asilos e presidiários.
Maranhão recebe 390 mil itens
Além da estruturação do Gabinete de Crise no Estado, o Todos pela Saúde doou 300 mil máscaras cirúrgicas, 65 mil pares de luvas, 16,3 mil máscaras N95, 6,7 mil óculos, 1,3 mil aventais e 1 mil litros de álcool em gel para suprir parte das necessidades dos profissionais de saúde que atuam no SUS no Maranhão. A necessidade de equipamentos de proteção individual (EPIs) foi apontada como uma das mais urgentes pelos 27 secretários de saúde que participaram da reunião promovida pelo Todos pela Saúde no último dia 19 de abril.
Em adição ao R$ 1 bilhão doado pelo Itaú Unibanco, o Todos pela Saúde também passou a receber doações de pessoas e empresas. “Ficamos muito tocados com a quantidade de empresas e pessoas físicas que nos procuraram para contribuir com o Todos pela Saúde”, afirma Cláudia Politanski. As orientações sobre o movimento e como contribuir estão em todospelasaude.org.
A atuação da Todos pela Saúde se dá por meio de quatro eixos:
* Informar
· Campanha de incentivo ao uso de máscaras pela população;
· Orientação da população para higiene das mãos e etiqueta da tosse;
· Valorização das iniciativas de solidariedade da sociedade civil.
* Proteger
· Disponibilização de equipamentos de proteção individual e testagem para profissionais de saúde;
· Testagem populacional para orientar ações de saúde pública.
* Cuidar
· Apoio aos gestores públicos estaduais e de grandes municípios na estruturação de gabinetes de crise;
· Capacitação e apoio aos profissionais de saúde em melhores práticas, protocolos e terapêuticas;
· Uso de telemedicina para monitoramento de casos e apoio aos profissionais de saúde;
· Ampliação da capacidade e eficiência em estruturas hospitalares referenciadas;
· Compra e distribuição de insumos estratégicos, além da mobilização de equipamentos e recursos humanos.
* Retomar
· Colaboração para o desenvolvimento de estratégias, visando a: retorno mais seguro às atividades sociais; e programas de monitoramento da população com risco elevado.