Expedicionários lançam sementes no cerrado. Uma esperança de novas vidas brotarem para alimentar a cadeia selvagem.

Pelo 7º ano ininterrupto, expedicionários visitam as nascentes, nos Gerais de Balsas, e descobrem que a luta incansável traz resultados lentos, porém cada vez mais visíveis. Foi o que os integrantes do IDERB – Instituto de Defesa das Nascentes do Rio Balsas perceberam no último fim de semana, sábado e domingo, 25 e 26/09.

Ao visitar as nascentes, os expedicionários comemoraram ao ver as borbulhas transparentes e reluzentes que suspiram do fundo dos pequenos lagos movediços escorrendo ladeira abaixo, em direção à mãe natureza, em busca de se despejarem em estreitas veias aquáticas formando, aos poucos, uma das principais artérias do sul do Maranhão.

Com mais de 500 km de extensão, o Rio Balsas, maior afluente em volumes do Rio Parnaíba e antigo corredor de grandes embarcações, o qual em suas margens se formaram diversas cidades e palco de muitas discussões, aguando o solo de vários municípios que vivem da pecuária, agricultura e do turismo cotidiano.

Expedicionários observam desmatamento próximo às nascentes feito com motosserra, para plantio de pasto.

A Área de Proteção Ambiental das nascentes do rio, criada em 26/03/1996, em torno de 655.200 hectares, é uma unidade de conservação localizada entre a Serra do Penitente e a Chapada das Mangabeiras, notadamente não vem sendo respeitada pelos proprietários de terras daquela região. Embora alguns já tenham cercado parte da área reservada das nascentes, mas o pisoteio de animais parece inevitável, pois quintas feitas às margens são perceptíveis em quantidades de animais, queimadas e a retirada da mata ciliar.

Para muitos o rio é uma fonte de renda – lavadeiras, donos de bares e restaurantes, para outros parque aquático natural de lazer, como pesca artesanal, passeios de embarcações náuticas e banhos, mas para muitos é uma referência de identidade e natalidade, pelo prazer de ter nascido ou estar vivendo nas cidades cortadas pelo rio.
O organizador da expedição e presidente do IDERB, Miranda Neto, surpreendeu-se a cada visita a uma nascente. Para ele, a água pareceu estar mais límpida e mais corrente, porém as nascentes ou poças estão com menos volume de água.

Para Miranda, cada pessoa que torce pela Expedição, que ao buscar a reeducação e incentivo aos proprietários de terras e ribeirinhos das regiões onde brotam as nascentes, pode ver os frutos da persistência.

Desta vez, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente foi representada pelos agentes de fiscalização, licenciamento e educação ambiental Damário de Jesus de Sousa Ribeiro, Nerivaldo dos Santos Silva e Samaycon Gonçalves, que acompanharam a 7ª Expedição.

O vereador professor Nelson Ferreira e vereador Painha estiveram presentes. O Rotary Club/Balsas esteve representado pelo advogado Antônio Reis, que distribuiu uma variedade de sementes do cerrado como cajuí, tingui, cachamorra, chichá, mutamba, bolota etc, para o grande ato de semeadura.

O expedicionário e vereador Cel. Medeiros, que além de participar ativamente em todas as expedições, nesta não ficou de fora. Tanto nas visitas às nascentes como nas atividades sociais, que sempre se dispôs a colaborar ministrando palestras educativas para adultos e crianças com o entretenimento como também despertando sentido de fiscalização ambiental nas crianças e adolescentes. Para ele, “é de pequeno que se aprende as boas práticas, observando os bons atos e pulando obstáculos para se alcançar os melhores resultados”.

 

Brincadeiras à parte, antes da distribuição de brinquedos e livros às crianças, roupas, calçados e cestas básicas às famílias, os advogados Edilson Ribeiro e Ismaylla Bezerra e as conselheiras tutelares Dalma Mesquita e Eanes Araújo Silva, falaram sobre direitos da criança e do adolescente, direitos previdenciários, e da prevenção contra a violência infantil ou violência doméstica, que é o lado social da ONG como forma de contribuição para a formação intelectual e de conhecimentos dos ribeirinhos daquela região, a quilômetros de distância da sede do município, mas que já têm a informação tecnológica em suas mãos, como a televisão, o rádio e a internet.

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