Recorde de inadimplência: 71 milhões de brasileiros estão endividados

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    FOTO: DIVULGAÇÃO

    MA ocupa o 25º lugar no ranking. Especialista explica quais são os melhores caminhos para quitar as dívidas e sair do vermelho até o final do ano

    Colocar a vida financeira em dia exige comprometimento e mudança de postura em relação às finanças. Não será exatamente rápido sair das dívidas, mas com um bom planejamento é possível encerrar o ciclo de endividamento.

    A falta de planejamento financeiro é um dos grandes responsáveis pelo alto índice de inadimplência no país. De acordo com o último Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas do Serasa, o Brasil atingiu 71,9 milhões de famílias endividadas, um total de 44,9% de lares no país. Já o estado do Maranhão está em 25º lugar no ranking de inadimplentes, entre os mais baixo, batendo 39,2% de devedores.

    O professor do curso de Administração da Faculdade Pitágoras, Elias Gomes, ressalta que sair das dívidas é tarefa difícil e que exige determinação. “Mudar um cenário de endividamento requer disciplina e a ação deve envolver toda a família. O maior vilão nessas situações, geralmente é o cartão de crédito, visto como uma alternativa de fuga para a realização de compras e aquisição de produtos que, na maioria das vezes, não é de extrema necessidade no momento. É importante equilibrar os gastos e apostar em hábitos que mudem a rotina para ter tranquilidade na hora de consumir ou planejar futuras ações”, explica o docente.

    Para evitar o endividamento e alcançar a estabilidade financeira até o final do ano, o especialista sugere algumas estratégias simples e eficazes: relacione todas as dívidas e entre em contato com os credores para negociar os pagamentos, procure feirões que ofereçam descontos de até 99% para renegociar suas dívidas e utilize o 13º salário para amortizar essas pendências.

    Além disso, o professor destaca a importância do autoconhecimento para evitar novas dívidas. Compreender o motivo das compras, evitar compras compulsivas, comparações sociais, materialismo e vulnerabilidade de consumo são fatores cruciais para um melhor controle financeiro. Para equilibrar a renda, ele sugere destinar 50% para gastos essenciais, como aluguel, alimentação e transporte; 30% para estilo de vida, como academia e lazer; e 20% para pagamento de empréstimos ou investimentos. Quando possível diminuir em uma das áreas mencionadas, é importante destinar 10% do salário para alguma eventualidade (doenças, imprevistos etc.).

    Para evitar novas dívidas, o especialista aponta as seguintes dicas:

    – Tenha uma planilha de controle de gastos, incluindo despesas fixas mensais e gastos com cartão de débito.

    – Faça uma lista antes de ir ao supermercado, defina uma data fixa para compras mensais e pesquise preços.

    – Evite ter muitos cartões de crédito, priorize o pagamento à vista e, se precisar parcelar, escolha o número de parcelas sem juros.

    – Opte por um carro mais econômico e faça revisões regularmente para evitar gastos excessivos com reparos.

    – Planeje passeios com uma média de gastos prevista e busque opções de lazer gratuitas.

    – Adote hábitos de consumo consciente para economizar alimentos, água e energia.

    – Ao renovar o contrato de aluguel, proponha uma renegociação ao proprietário e explique sua situação.

    – Organize-se para os pagamentos sazonais do primeiro trimestre do ano, como IPTU, IPVA e mensalidades escolares, utilizando, se possível, o 13º salário para fazer reservas.

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