Mulheres não querem emprego, querem ser donas do próprio negócio aponta pesquisa

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    44% das brasileiras querem ser donas do próprio negócio, aponta pesquisa da Consumoteca

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    • Nas regiões Nordeste e Sul, 56% e 45% das mulheres, respectivamente, as demonstram mais desejo de empreender
    • A atividade de motorista parceira tem sido uma oportunidade para começar o próprio negócio Há tempos, as mulheres deixaram o papel exclusivo de cuidar da casa, e conquistaram o direito ao trabalho.

    Elas querem ser donas do próprio nariz e do próprio negócio. Pelo menos é o que demonstra uma pesquisa encomendada pela 99, empresa de tecnologia voltada à mobilidade urbana e conveniência, e desenvolvida pela Consumoteca. 78% das mulheres brasileiras participam diretamente das despesas da casa, arcando com os custos sozinhas ou compartilhando com companheiros, companheiras, familiares ou amigos e quase metade delas quer empreender, ou ser autônomas, sem patrão.

    Segundo a pesquisa, 44% das brasileiras têm como maior sonho trabalhar por conta própria. Essa meta atinge números ainda maiores na região Nordeste, onde empreender é desejo da maioria das mulheres (56%), seguida pelas regiões Sul (45%), Centro- Oeste e Norte (41%) e Sudeste (37%). Dentro desse objetivo, muitas encontram nos aplicativos de transporte uma resposta para a independência financeira.

    Isso explica o crescimento de pedidos para inserir a indicação de EAR (Exercício de Atividade Remunerada) na carteira de habilitação. Só em São Paulo, segundo o Detran, entre 2019 e 2021, houve crescimento de 17% no número de mulheres que solicitam carteira de motorista. Atualmente, as motoristas que trabalham com condução de veículos representam quase um quarto (23%) do total de pessoas com EAR em São Paulo.

    Em São Paulo, Jaqueline Ramos Silva é homenageada em uma das empenas do Elevado Presidente João Goulart, o Minhocão, na obra assinada pela artista visual Bea Corradi. Foto: Marcelo Pimentel

    É o caso da motorista parceira da 99, Jaqueline Ramos da Silva. Segundo ela, a atividade permite que ela estabeleça a sua jornada e possa ter mais controle sobre seu tempo para se dedicar aos estudos, por exemplo. “Dirigir me proporciona um ganho e a flexibilidade de tempo que preciso”, diz.

    Apesar de grandes conquistas, há muito caminho pela frente. Para permitir ainda mais oportunidades às mulheres que buscam seus sonhos, a 99 lançou, neste mês de março, o DriverLAB, uma área dedicada 100% a motoristas parceiros, com a finalidade melhorar a experiência das mulheres motoristas parceiras na plataforma, oferecendo uma vida melhor para elas.

    DriverLAB visa gerar soluções que reduzam custos e ajudem parceiras a terem ainda mais segurança, diálogo e comunicação transparentes, reduzindo seus custos. Nos próximos três anos, a 99 investirá R$250 milhões em iniciativas e projetos para essas finalidades, sendo R$100 milhões somente em 2022. O Kit Gás, que converte carros em GNV, é um dos projetos que estão em teste já em duas cidades: São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

    “Apesar de representarem 51,8% da população brasileira e 60% da base de passageiros da 99, as mulheres representam, ainda, somente 5% da base de motoristas parceiras do app. Esses dados deixam claro que elas estão buscando atividades que são, culturalmente, ocupadas por homens. Tais fatos reforçam a importância da 99 continuar na busca de soluções para garantir que as mulheres ocupem o lugar que elas quiserem e para que possam, cada vez mais, tomarem a direção dos seus carros e da sua vida”, afirma Juliana Biasi, diretora de Marketing da 99.

     

    A pesquisa foi realizada pela Consumoteca a pedido da 99, em 14 de fevereiro de 2022, por meio de questionários online por todo o país. Foram ouvidas 1.110 pessoas com mais de 18 anos, sendo 800 mulheres e 300 homens das classes A,B e C.

    Motorista e empreendedora

    Jaqueline Ramos da Silva é motorista parceira da 99 há quatro anos, e arca sozinha com as despesas de onde mora. Para ela, dirigir permite que estabeleça a sua jornada e possa dividir o tempo do dia com outras atividades que gosta de fazer como, por exemplo, estudar. “Terminei recentemente um curso de psicanálise e já posso começar a atender. Foi dirigindo que descobri esse talento da escuta empática, o que me levou para o curso. Além disso, como sou formada em produção audiovisual e uso parte do dia para fazer alguns Jobs (os conhecidos bicos). Dirigir me proporciona um ganho e a flexibilidade de tempo que preciso”, diz.

    Jaqueline foi recentemente homenageada pela 99 na campanha #ElasChegamJuntas, sob iniciativa do 99 Mais Mulheres, que tem como objetivo trazer mais segurança, liberdade e autonomia para motoristas parceiras e passageiras. Ela ganhou um painel em uma das empenas do viaduto João Goulart, mais conhecido como “Minhocão”, a cidade de São Paulo Desde 2019, a plataforma desenvolve o 99 Mais Mulheres com inúmeras iniciativas internas e externas para reforçar o debate da igualdade de gênero, o empoderamento feminino e iniciativas empreendedoras para mulheres. Além de campanhas, somam-se ações como botão de denúncia contra violências em parceria com o projeto Justiceiras, a doação de corridas para Delegacias das Mulheres, o 99Mulher e o +Mulher360.

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