Mulheres do Agro Ouro: cada vez mais presentes no agronegócio

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    Em um meio protagonizado por homens, as mulheres vem se tornando cada vez mais inseridas neste mercado. Elas são veterinárias, técnicas agrícolas, pecuaristas, cooperativistas, esposas e acima de tudo, mulheres que no agronegócio estão conquistando seu espaço, e de acordo com o Censo Rural do IBGE, hoje elas ocupam cerca de 30% dos cargos de comando no campo.

    A mulher, hoje, está presente nos negócios, no Brasil e no mundo, em número cada vez mais crescente. No agronegócio essa situação não é diferente. São esposas, filhas, mães ou mesmo avós que, em um meio predominantemente masculino, se destacam pela capacidade de gerenciar as fazendas, criações, escritórios, gabinetes e outros setores, direta ou indiretamente, ligados ao mundo agro.

    Durante a Agrobalsas 2018, as mulheres do agronegócio tiveram sua vez. Elas foram caracterizadas pelo painel do dia 19/05, como “Mulheres do Agro Ouro”, quando puderam assistir palestras com o tema “A Vida de Uma Mulher no Agronegócio”, conduzida pela Produtora Rural do Grupo Progresso, Ani Heinrich Sanders e  “Como Tornar a Vida da Mulher do Agronegócio Melhor” conduzida pelo Consultor Empresarial Nadiel Pacheco Kowalski.

    Muitas são as mulheres que atuam neste setor. Seja no campo, em concessionárias de máquinas ou lojas de peças agrícolas, em várias partes elas se destacam pela posição à frente ou dentro dos negócios do campo.

    Nas últimas décadas, as mulheres avançaram em todos os setores, inclusive no agronegócio. Elas ainda são minoria, mas a cada ano aumenta o número de mulheres que enfrentam o desafio de atuar no setor.

    Para Gisela Introvini, “o grande encontro das mulheres do chamado Agro Ouro, representa mulheres de fibra dos agricultores das regiões do MATOPIBA.”. Para ela, “temos que formar novas líderes no campo, porque ao lado do agricultor, ela é a força do homem do campo e muitas vezes esquecida.“.

    A advogada Silvana Dino Fernandes, que também é esposa de empresário do campo, afirma que “ao lado do marido, a gente consegue conciliar os trabalhos e lutar pelo preconceito contra a mulher do campo, que por muito tempo foi submissa. O Brasil, desde que foi descoberto, o preconceito foi de ficar atrás do marido. Não. Nós não estamos atrás do marido. Nós estamos do lado do nosso marido, levando progresso. E a Fapcen está de parabéns, porque está trazendo incentivo, valorizando nosso trabalho, é o que nos motiva e nos leva a cada ano trabalhar muito mais pelo progresso do nosso País”. Ressaltou drª. Silvana.

    Outra realidade

    Alguns estudos sobre o assunto demonstram que, só no País, 27% dos cargos de chefia são ocupados por mulheres. Na década de 1990, o sexo feminino representava 44,5% da força de
    trabalho e esse número hoje é ainda maior. As profissionais brasileiras almejam bons cargos e batalham por isso. Só no campo, elas representam 43% dos 1,3 bilhões de pequenos agricultores do mundo, segundo dados da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Um estudo da FAO, órgão das Organizações das Nações Unidas (ONU), mostra que de 100 agricultores no Brasil, 13 são mulheres. Este mesmo levantamento traz que o percentual de mulheres responsáveis por atividades agropecuárias na América Latina e Caribe tem crescido nos últimos anos, embora suas terras tendam a ser menores, de menor qualidade e de terem menor acesso ao crédito, à assistência técnica e à capacitação.

    O país que lidera a lista é o Chile, com 30% de suas atividades agrícolas a cargo de mulheres, seguido pelo Panamá (29%), Equador (25%) e Haiti (25%). Os países nos quais há um menor percentual de atividades agropecuárias a cargo das mulheres são Belize (8%), República Dominicana (10%), El Salvador e Argentina (ambos com 12%), seguidos do Brasil. Esses dados demonstram que as mulheres estão tendo cada vez mais autonomia econômica.

     

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