Morte de mulheres: famosas convocam mobilização no RJ após crime brutal

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    Em solidariedade às mulheres argentinas que saíram às ruas para mostrar indignação frente ao caso de Lucia Pérez, que foi estuprada e assassinada por dois homens, e para alertar a população para um grave problema, anônimas e famosas brasileiras gravaram um vídeo impactante e de muita relevância.

    Giselle Itié, Gloria Pires, Fernanda Souza, Paloma Bernardi, Jessika Alves e tantas outras mulheres, na gravação explicaram o que significa a palavra feminicídioe mostraram como ela surgiu.

    Além disso, trouxeram dados alarmantes e que chocam: segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), dos 25 países com maiores índices de morte de mulheres com motivações de gênero, 14 estão na América Latina. Na Argentina, a cada 36 horas uma mulher morre por ser mulher. No Brasil, esse número é assustador: 1 vítima a cada 2 horas. São 12 por dia, 84 por semana, 336 por mês.

    O vídeo ainda faz um chamado para o ato “Ni Una Menos”, que será realizado no Rio de Janeiro nesta terça-feira, 25/10 a partir das 18h, na ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), e tem sido realizado em vários países da América Latina.

    No último domingo, 23/10, mulheres de São Paulo também saíram às ruas em solidariedade ao caso da Argentina e para chamar atenção para a situação no Brasil, que é ainda mais grave. Outras capitais como Aracaju e Belo Horizonte estão organizando manifestações.

    O que aconteceu na Argentina?

    Na última semana, após a divulgação dos relatórios de investigação, o mundo tomou conhecimento do caso brutal de Lucia Pérez, uma jovem de 16 anos, que foi estuprada e assassinada por dois homens. Eles tentaram encobrir o crime alegando que a vítima era namorada de um deles. Um terceiro suspeito, de 61 anos, foi preso acusado de ajudar a esconder o caso.

    Menos de 20 dias depois, a Argentina registrou outros casos de feminicídio. Sílvia Filomena Ruiz e Marilyn Méndez, grávida de três meses, foram esfaqueadas. Vanessa Débora Moreno foi assassinada. Todos os autores dos crimes eram maridos ou companheiros das vítimas.

    Logo após o ato no país, realizado no dia 19, um mesmo homem ainda assassinou sua ex-mulher, a tia e a avó dela, além de ter deixado duas crianças gravemente feridas, uma de 7 meses e outra de 11 anos.

    Feminicídio

    Fonte: Bolsa de Mulher

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