Depressão: a doença que não vê idade

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    Frustrações naturais do desenvolvimento infantil ou sintomas de algo mais sério? Familiares e educadores precisam estar atentos

    O universo infantil também está sujeito à doença que  foi considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como o mal-estar do século XXI. De acordo com a organização, a depressão já atinge 10% da população mundial adulta e, entre crianças, os casos cresceram de 4,5% para 8% nos últimos dez anos.
    Pais, mães e responsáveis por crianças que apresentam  os sintomas da doença precisam atuar em parceria e com a ajuda de profissionais especializados para acompanhamento dos casos e recuperação do quadro depressivo. A psicóloga do Hapvida NID, Celiane Lopes, enumera os principais sinais de alerta para a saúde mental dos pequeninos.
    “Choro mais frequente, alterações de humor, autoconceito  negativo, autoestima baixa, dificuldades de atenção e concentração, agitação psicomotora, perda de interesse ou prazer nas atividades, isolamento social, insônia e ainda mudanças repentinas na alimentação”, lista a profissional.
    O QUE FAZER
    Os episódios depressivos podem ser considerados leves,  moderados ou graves. Celiane ressalta, porém, a importância do olhar atento e criterioso no processo de constatação da doença. “A infância, por si só, é um período de extrema mudança, porque é uma etapa de desenvolvimento. Sendo assim, é muito importante considerar  as condições naturais associadas à idade e compreender as diferenças em relação a um quadro de depressão”, explica.
    Estar presente no dia a dia com os pequenos e ter um  olhar atento ao que eles fazem é essencial não só para prevenir a depressão infantil, mas também para identificar esses sinais precoces. “Essa atitude tem que partir tanto das famílias quanto dos profissionais de educação. Logo, a busca por ambientes escolares  que tenham esse olhar cauteloso, voltado aos estudantes mirins, é também de muita importância”, pondera.
    A indicação médica é que, em caso de suspeita de depressão  em crianças, haja direcionamento para acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico. “O tabu em torno do tema é evidente, mas precisa ser extinto”, conclui a psicóloga.

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