Aniversário de Balsas – 104 anos – Colhendo os frutos de décadas de plantio

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    É poético percebemos que ao lado do crescimento de uma cidade, podemos também evoluir. Jamais estabilizar. Apesar de denotar equilíbrio, não gosto desse termo estabilizar. Prefiro palavras que dão ideia de evolução. Assim deve ser a nossa vida.

    Expectativa, encantamento, o novo, realidade, desencanto, superação, alegrias, crescimento, oportunidades, aprendizagens, amadurecimento. Todas essas palavras emergem do meu ser quando me vem à mente a imagem da cidade que me acolheu há quase quatro décadas.

    Os desencantos foram necessários. Com eles tive a sensação de ter mudado de nível. A expectativa que tinha, embora rechaçada com uma realidade não tão encantadora, me mostraram que nem tudo sai como esperamos. Mas em meio a tudo isso, as alegrias superaram os momentos de suplícios.

    Uma das palavras que mais simbolizam a minha cidade é “resiliência”, termo emprestado da física que aqui significa a capacidade de adaptação diante de mudanças. E, diante de tantas intempéries, ela segue magnífica, radiante. Caso fosses uma professora, oh minha cidade, diria que tens me ensinado bastante. Aprendi muito de resiliência contigo. Aprendi que não há frutos antes do plantio e nesse processo algo tem que morrer para multiplicar: a semente.

    Assim, nesse processo evolutivo da minha terra amada, algumas sementes que eu trazia e aqui plantei, presencio a sua germinação, e outras, já posso colher os frutos. E você leitor, já imaginou o quanto a cidade de Balsas já contribuiu para a sua vida?

     

    Adão Miranda – Escritor

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