Brasil bate recorde de jovens “Nem Nem” e entidade alerta para risco de colapso social

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    O Brasil é atualmente o segundo país com maior percentual de jovens “Nem Nem” do mundo, ficando apenas atrás da África do Sul. O estudo, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aponta que 36% das pessoas na faixa etária entre 18 e 24 anos não estudam nem trabalham no país. Para Brenda Santos, diretora de Operações da JA Brasil, entidade que atendeu a mais de 300 mil jovens em 2022, é preciso que haja uma reunião de esforços para tirar o Brasil desse ranking, que pode gerar um colapso social sem precedentes.
    – Podemos afirmar que os jovens, principalmente os das classes mais pobres, foram deixados à deriva nos últimos dois anos. A JA Brasil, juntamente com seus parceiros, trabalhou no sentido de não deixar essa crise ficar ainda maior. Precisamos que os governos olhem definitivamente para esse problema, que já chegou ao seu limite — alerta Brenda.
    Ela salienta que a JA Brasil empreendeu mais de 40 projetos durante todo o ano de 2022, nos mais variados estados do país, tendo em vista a qualidade da educação e a preparação para o mercado de trabalho.
    – Conseguimos retomar eventos importantes, como o Findinexa Brasil, onde reunimos mais de 130 jovens de todo o Brasil e de países da América Latina. O evento contou com atividades acadêmicas e integrativas, recebendo palestrantes e convidados falando sobre temas como diversidade, carreiras e empregabilidade — diz a representante da JA Brasil.
    Um dos principais projetos da JA Brasil, fruto da parceria entre BID Lab e Google, o programa TECH JA, que capacita gratuitamente jovens na área de tecnologia da informação (TI), conseguiu formar, entre 2020 e 2022, 1.202 estudantes. Destes, 261 (20%) já conseguiram entrar no mercado de trabalho. O programa, implementado nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do Distrito Federal, oferece bolsas para jovens, entre 18 e 29 anos, que tenham concluído o ensino médio na rede pública de educação.
    – Esse é um resultado que apenas ressalta a demanda reprimida de jovens que estão buscando qualificação para ter condições de entrar no mercado de trabalho ou empreender neste setor — exemplifica Brenda.

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