“Abrimos 60 mercados só este ano” diz ministra

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    Imagem: Marcel Oliveira

    Para dar uma visão do setor do agronegócio em momentos de Covid-19 e projetar oportunidades e perspectivas, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou de uma live promovida pelo Instituto de Engenharia, na manhã desta sexta-feira, 22/05.

    Desde janeiro o mundo todo já sabia do coronavírus e no Brasil, como chegou em fevereiro, o Mapa se preparou e criou um grupo de acompanhamento para avaliar que problemas poderiam ocorrer imediatamente, setores mais afetados e políticas que poderiam ser antecipadas antes de uma possível crise.

    HF, leite, flores e pesca são os mais afetados

    Tereza Cristina começou falando de setores que não vão muito bem e sofreram mais os efeitos da pandemia. O primeiro problema foi em hortifruti. Com o fechamento iniciais de centrais de abastecimento e feiras houve impacto sobre os perecíveis e muitos produtores não conseguiram entregar produto, perdendo tudo na lavoura. O Mapa acaba de criar uma linha de telefone específica para que os produtores liguem e relatem sua situação. “A criatividade das pessoas para superar as dificuldades começa a aparecer quando abrimos o diálogo. Inventamos entregas, drive thru, vendas on-line. Vamos superar”, diz.

    O leite também enfrentou problemas. O setor vive de altos e baixos e tem uma cadeia produtiva enorme, que inclui muitos produtores, inclusive pequenos produtores sem tecnificação. “Hoje o problema é falta de entrega de leite por parte do produtor porque a logística não chega. Em Rondônia, por exemplo, o preço está abaixo e em Minas Gerais acima. É um país diverso”, completa.

    “Já nas flores foi brutal. Tem nos trazido muitas preocupações”, disse a ministra. O setor que é organizado, trabalha bem mercado interno e exportação mas enfrenta problemas de demanda com cancelamento de eventos.

    A pesca também teve problemas. Como os pescadores têm épocas de pescar, nas diferentes espécies, há o que pescar mas não tem pra quem vender.

    Apesar disso o agro vai bem, fez questão de destacar a ministra. Com a maior safra de grãos da história, que foi colhida e foi escoada; a safrinha sendo plantada e transcorrendo bem; exportações fluindo e com ganhos US$ 10 bilhões em abril. “Isso é muito bom para o país porque, além de colocar comida na mesa dos brasileiros, estamos cumprindo nossos contratos internacionais e isso traz confiança já que muitos países não estão cumprindo”, enfatiza.

    “O agro está pronto”

    Tereza Cristina comemorou a abertura do 60º mercados abertos só neste ano. O país vai vender lácteos para Tailândia. Com isso ela destaca que o Mapa trabalha para seguir mantendo mercados tradicionais para os produtos brasileiros mas que também busca diversificar a gama desses produtos para abrir espaço para outros setores. “ Não só soja, milho, proteína animal, café, açúcar. Optamos por abrir mais mercados e também diversificar. Temos castanha de baru para Coréia do Sul, melão para a China, gergelim para Índia, castanha do Pará para Arábia Saudita, mudas de coco para as Guianas, material genético – avícola e bovino”.

    A ministra acredita que o agronegócio brasileiro é setor que está mais pronto para contribuir na retomada do Brasil pós-Covid. “Oferecendo segurança alimentar não só para nosso povo mas para grande parte do mundo que é nosso parceiro”, finaliza.

     

    Fonte: Agrolink

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