A conexão entre o sono e a queda de cabelo

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    Entenda como o sono interfere em processos metabólicos, fisiológicos e hormonais e podem influenciar a saúde capilar e até queda de cabelo.

    Quase todas as pessoas vão enfrentar algum quadro de queda de cabelo ao longo da vida.

    A queda de cabelo pode variar, sendo tanto temporária e reversível como crônica e irreversível. Tudo depende de quais são as causas do problema.

    Algo que nem todos sabem, entretanto, é que os cuidados básicos com a saúde, como sono e alimentação, interferem diretamente na saúde capilar e podem influenciar na queda de cabelo.

    Qual a importância do ciclo do sono?

    O ciclo de sono é um regulador metabólico e fisiológico, influenciando processos do organismo que contribuem na manutenção da saúde e bem-estar.

    Durante o período de sono profundo o corpo executa processos de regeneração e reparação celular, o que as deixa mais saudáveis para absorver oxigênio e nutrientes durante as atividades diárias.

    Dessa forma, o sono age no fortalecimento do sistema imunológico, consolidação da memória e regulação hormonal.

    O repouso de qualidade influencia na reparação dos tecidos, crescimento muscular, síntese proteica e até crescimento capilar.

    O descanso e “limpeza” do cérebro são outras importantes atividades que acontecem durante o sono e o que permite que você acorde com energia renovada para um novo dia.

    Mas e quando a insônia ou privação do sono se tornam mais comuns e, em alguns casos, um hábito?

    Efeitos do estresse e da insônia

    Quando a pessoa não está dormindo bem, especialmente se os problemas no sono persistirem vários dias – ou períodos até maiores – diversos problemas podem se manifestar.

    O primeiro efeito colateral da privação de sono é a sensação de cansaço físico e mental e sonolência diurna que aumenta as chances de erros e acidentes. Outros problemas incluem:

    ● irritabilidade;

    ● falta de atenção;

    ● menor capacidade de concentração;

    ● falta de disposição e energia;

    ● ansiedade e/ou depressão;

    ● falta de coordenação motora;

    ● dor de cabeça;

    ● mal-estar no corpo;

    ● alucinações.

    Esses sintomas ocorrem em períodos mais curtos de privação do sono, mas podem se tornar mais intensos conforme a insônia se estenda por períodos maiores.

    Além disso, a insônia crônica vai começar a resultar em outros problemas devido à ausência dos processos fisiológicos, metabólicos e hormonais que acontecem durante o momento de repouso.

    A tendência é que os sintomas gerem e intensifiquem o quadro de estresse, que ocorre devido ao aumento dos níveis de cortisol no organismo.

    Com o cortisol elevado, o organismo entende que está em perigo e que precisa restringir seu funcionamento às atividades e órgãos essenciais.

    A consequência é que processos secundários, como o crescimento capilar, são interrompidos.

    Assim, a fase de crescimento do cabelo (anágena) é interrompida antecipadamente e tem início a fase de repouso (telógena) que antecede à queda de cabelo em cerca de 60 dias.

    Quando ocorre um pico de estresse, outros sinais ficam aparentes mais rapidamente, mas a queda de cabelo demora até 2 meses para acontecer.

    Esse é um dos motivos pelos quais nem sempre a queda de cabelo é associada ao estresse e menos ainda à insônia. Entretanto, todos esses processos estão interligados no organismo.

    A queda de cabelo causada pelo estresse e insônia é do tipo eflúvio telógeno. Essa queda de cabelo é temporária e reversível. Geralmente, o crescimento capilar é estabilizado normalmente em cerca de seis meses, desde que a causa do problema (estresse e privação do sono) não estejam mais presentes.

    O tratamento para eflúvio telógeno é uma opção para amenizar a queda de cabelo e estimular o crescimento capilar, normalizando a estética capilar em menor tempo.

    Entretanto, o tratamento para eflúvio telógeno não será efetivo se as causas da queda de cabelo permanecerem na rotina do paciente.

    Como dormir melhor?

    A insônia persistente ou crônica exige assistência médica para diagnóstico e tratamento. Contudo, é possível adotar alguns hábitos e cuidados que ajudam na promoção de um sono de maior qualidade.

    Entre as recomendações estão:

    ● estabelecer horários fixos para dormir e acordar;

    ● não usar telas, seja celular ou TV, nas horas que antecedem o horário de dormir;

    ● não fazer atividades agitadas no período noturno;

    ● jantar cerca de duas horas antes de se deitar;

    ● investir em bons travesseiros, lençol e colchão;

    ● seguir a mesma rotina noturna todos os dias;

    ● fazer atividades relaxantes antes de dormir, como ler, skincare, ouvir música, escrever ou meditar;

    ● não ingerir cafeína e outros estimulantes nas 8 horas que antecedem o horário de dormir;

    ● ter um ambiente silencioso e escuro para repousar;

    ● evitar bebidas alcoólicas à noite.

    Esses hábitos, apesar de não tratar a insônia crônica, são grandes aliados na melhora progressiva da qualidade do sono.

    O resultado das melhores noites de sono será maior disposição diurna, motivação e relaxamento, ajudando no controle dos níveis de estresse.

    Adicionalmente, bons hábitos de sono contribuem diretamente na saúde física e mental. Assim, é possível evitar a queda de cabelo, cuidar da saúde capilar ao mesmo tempo que cuida da saúde física e mental, apenas investindo em melhores noites de sono.

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