“Independentemente de uma pessoa ganhar R$ 100 ou R$ 100 mil, se ela não souber administrar o pouco, também não saberá lidar com o muito”, explica a consultora da Zetra, Andreza Stanoski Rocha
Se até nos Estados Unidos, a maior potência econômica do mundo, o total de dívidas de famílias cresceu em US$ 1,02 trilhão em 2021, segundo o Federal Reserve, não é espanto algum que no Brasil as pessoas também não têm a menor condições de fazer pé de meia. Pelo contrário: cada vez mais, elas estão gastando tudo que ganham e ainda precisam de bem mais para sobreviver. Prova disso é a nova Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a qual apontou que o total de famílias endividadas atingiu recorde em setembro, 79,3% dos lares com as contas no vermelho.
Da primeira para a décima economia do mundo, a pergunta que não quer calar é: por que os indivíduos estão se endividando tanto?
“Fato é que, independentemente de a pessoa ganhar R$ 100 ou R$ 100 mil, se ela não souber administrar o pouco, fatalmente ela também não saberá lidar com o muito”. A afirmação é da educadora financeira Andreza Stanoski Rocha, consultora e palestrante da Zetra, fintech brasileira que tem um sistema inovador capaz de promover o bem-estar financeiro e de empoderar as pessoas através de seus salários.
Em sua visão, nunca é tarde para começar a se organizar financeiramente. Ter controle do dinheiro e uma quantia guardada para realizar sonhos ou lidar com imprevistos são as vantagens de fazer esse tipo de planejamento, que consiste em aprender a organizar melhor o dinheiro, conhecendo ganhos e gastos.
Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o conceito de educação financeira é o processo que permite melhorar a compreensão em relação aos produtos e serviços financeiros, dando a capacidade de se fazer escolhas de forma mais consciente. Nesse sentido, Andreza defende que, como não existe fórmula mágica para adquirir educação financeira, o ideal é que quanto antes entender esse conceito, melhor.
O ideal, segundo ela, é que isso seja ensinado às crianças, especialmente se estas têm em suas famílias exemplos de inadimplência e gastos excessivos. E, para quem não dá a mínima para o assunto, a consultora é enfática: “Com o passar do tempo, o analfabetismo financeiro pode levar a problemas sérios, como dívidas incontroláveis, consumismo e mau hábito de gastos. E como é mais difícil desaprender do que aprender, principalmente no que tange a costumes negativos, o ideal é pensar na saúde do bolso da mesma forma que se cuida da saúde física”, finaliza.
Veja algumas dicas para acertar na alfabetização financeira dos pequenos:
1- Seja o exemplo para seu filho na administração do seu dinheiro;
2- Mesada serve para incentivar o trabalho extra e não para recompensar as obrigações da criança;
3- Ensine seu filho a disciplina de guardar 50% do que ganha para realização dos sonhos;
4- Para cada sonho um prazo diferente: curto, médio e longo prazo (dependendo da idade, atente-se em explicar quando será o dia que vai realizar o sonho);
5- Cuidado com o que você fala e com as frases negativas do tipo: “dinheiro é sujo”, “fulano é podre de rico”, “nunca tenho dinheiro”, “isso não vai dar certo”; pensar é uma coisa, falar é outra.
Andreza Stanoski Rocha, consultora e palestrante da Zetra
É pós-graduada em Educação Financeira com Neurociência, e cursou Fundamentos em Trading na Academy of Financial Trading, e Consultoria em Orçamento Familiar na FGV. É membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN) e autora do livro Trabalhadores não precisam ser pobres.














